Sabrina Lisboa   

Possui graduação em Biomedicina pela Universidade Estadual de Londrina (2006), mestrado e doutorado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto -Universidade de São Paulo (FMRP/USP) - área de concentração em Farmacologia. Realizou pós doutorado neste mesmo departamento e na Ohio State University, Columbus/OH/EUA na área de neuropsicoimunologia. Além disso, realizou estágios no Instituto Max Planck de Psiquiatria de Munique. Atualmente é pesquisadora associada no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Teve recentemente um projeto “Jovem Pesquisador” aprovado pela FAPESP, de forma que a partir de 2019 será pesquisadora na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, no Departamento de Físico-Química. É uma das laureadas do prêmio “For women in Science 2018”, iniciativa da L’Oréal, Unesco e Academia Brasileira de Ciências. Tem experiência na área de Farmacologia, com ênfase em Neuroimunopsicofarmacologia.

Atualmente, busca entender melhor mecanismos celulares e moleculares envolvidos no desenvolvimento de comportamentos semelhantes aos observados em pacientes com transtorno de estresse pós-traumático, utilizando modelos experimentais, com intuito de prover novas alternativas terapêuticas mais efetivas para o tratamento deste transtorno.
 

Palestra: O transtorno de estresse pós-traumático: o que sabemos e como podemos melhorar seu entendimento e o tratamento?

Os transtornos neuropsiquiátricos estão entre as principais causas de incapacitação na população. Cerca de 10% da população pode desenvolver o transtorno de estresse pós-traumático (posttraumatic stress disorder, PTSD) após

exposição a eventos traumáticos intensos, que são principalmente ligados à violência urbana. Os mecanismos envolvidos são poucos compreendidos. Embora existam

tratamentos disponíveis, estes são associados à baixa eficácia e taxa de remissão muito variável, e frequentemente é necessário combinar vários medicamentos, o que aumenta o risco de efeitos colaterais. Neste sentido, novos estudos precisam ser

realizados para compreensão dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento do transtorno a fim de que novas abordagens terapêuticas mais eficazes sejam apresentadas.